a experiência humana só terá sentido se algo para lá do humano vier em nossa ajuda, em nosso socorro. o nosso drama é que a única coisa que desse género ou natureza parece poder vir é a morte, a nossa própria morte.

1 de fevereiro de 2006

Território Ocupado

Se eu fosse grego, um daqueles homens da antiguidade clássica, começaria por discorrer sobre a forma como a obsessão é uma ocupação do espírito.

E porque uma ocupação violenta, é uma violentação do espirito. Faz todo o sentido por isso um para si mesmo dizer que se investe de uma contra-ocupação e que esta é a sua parte no trabalho de libertar o espírito.

Há no entanto uma ressalva: nós, os obsessivos, não seriamos quem somos sem esta permanente obsessão na nossa fragilidade. Como poderemos libertar-nos e ao nosso espirito sem deixarmos de ser quem somos?

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